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RECADO DO OUVINTE Parabéns Chico,Agora posso matar a saudade da minha cidade curtindo as músicas da terra. Adorei.Teca de Brasília.**** oi Chico pela primeira vez que ouço a radio to adorando ,muito legal mesmo moro em Macaé rj(Edson) ***** Oi Chico Legal essa Radio !!!! Eu mandei o URL pra todos os meus amigos daqui, franceses e brasileiros.Logo sera a radio brasileira a mais conhecida em Toulouse!!! Jean Claude ***** Chico, sou amapaense estou morando a 8 meses em natal, estava sentindo falta das musicas da amazonia, em especial dos cantores de macapá, agora atraves da radio web tenho curtido tudo de bom do nosso estado, abraço. Carlos Calixto **** Caro Chico, Sou amapaense, estou morando no Caribe ,visitei o seu site estou ouvindo a radio todos os dias e matando a saudade da minha terra. Parabéns!(Genésio Ferreira) **** Caríssimo Chico Terra, quero te parabenizar por essa grandiosa iniciativa da Rádio, isso mostra mais ainda o quanto amas o Estado do Amapá e sendo assim, todos tem que respeitá-lo e seguir o seu exemplo.(Alcides Oliveira) Amazônia fotos

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Os Mundos do Palhaço PDF Imprimir E-mail
Escrita por: Arael Magnus   
07-Out-2009 às 10:53

    Respeitável público... Hoje tem espetáculo?...Tem sim senhor!

      O som possante da bandinha da ventura anuncia em acordes de bondade que a alegria chegou. Verdade..

      Abre-se a porta de lona, do belo mundo infantil. Pureza.

      Quais aves inquietas em revoada de luzes, crianças ocupam a bancada multicolor do circo simples da vida. Nobreza.

      Ansiosa algazarra estampa um fundo pleno, sereno. Inocência.

      Pulando, peraltas, os malabares da dificuldade, sobem até o topo, nos oníricos monociclos, como gente curiosaEsperança. 

     A mão sagrada, na cartola invisível, desfralda a cortina da realidade. Vitória.

       Surge o palhaço, com sua roupa de estrelas, nariz vermelho de bola, coração iluminado. Candura.

      Distraído pela dança da borboleta de papel, tropeça na geringonça, e a platéia explode em graça. Presença. 

      Platéia?- espirra com bom humor, em piruetas seguidas - Alguém disse platéia? E rola no chão de pérolas do confete solidário. Vontade.

      Ali, um menino branco, esparramando amizade, em confortável lufada de irrefreável risada. Respeito.

      Do lado, a boneca loira, comendo a verde pipoca do futuro, força a passagem no furo dos dentes, ausentes, com expressão de delíciaSentimento.

      Em cima, grudado ao balão do entendimento, o garoto negro, atento, ilumina o seu redor com voz dourada, devorando o suspiro sobrante na boca branca.Harmonia.

      A indiana, da roupa bordada em seda, equilibra no abraço o pirulito gigante, com doce som de carinho. Cuidado de acrobata pra não sujar a roupinha.Capricho.

     O moleque de olhos puxados estende mãos generosas para a princesa africana, com a perna arranhada na escada da tolerância. E ela nem soluça mais.Companhia.

     calda da maçã do amor com cheiro bom de baunilha devolve o brilho, o fulgor do iluminado sorriso de compreensão estendida. Cordial.

      A lantejoula alcaçuz, na beira de forte teia, cintila o riso feliz do indiozinho marrom, com seus olhos de açaí. Oferta compartilhada na louvação irmanada. Fraterno.

     Prossegue a apresentação no picadeiro do Bem, esparramando a poção da fantasia, imaginação e liberdade... Alegria...

     O sapato folgado da proteção faz ploft... ploft... Ao som da marchinha que fala de pássaros, de flores e cores. “Desata o nó, amarra o ioiô, no beijo da vó, no abraço do vô”. Dignidade.

      De repente, tudo cessa. Silêncio.

      O repicar do tarol da paz estrila, insistente: vai começar a grande roda de gente. Família!

       Todos são saltimbancos no atraente vitral de mosaicos violetas. De mãos dadas, perfumadas, se abrem num lindo sol. Radiante.

        No meio, o palhaço, atrapalhado na bola gigante, enrola o novelo na calça de mola, que não fica no lugar. Dedicação.

       Dá saltos de entusiasmo, com o apoio da fivela, branca, verde e amarela. Perseverança.

       Sublime momento. Apoio.

       Um lenço que não se finda, saído de um dedal, enxuga suor de mil perfumes, mistura do diamante, vibrante lágrima da caridade. Felicidade,

      Desce do céu, no trapézio da virtude, um hino de união, a exaltar que todos são um, iguais, perante o Criador, Pai de tantas diferenças. Excelência.

      Escondido no algodão-doce da coragem, emocionado o arlequim chora. Seguro nas argolas do ensino que vem do além, confia. Humildade.

       No redemoinho da gratidão vê meninos como seus e sente-se luz. Vida. 

     Assim um circo é o céu.

       Assim um palhaço é Deus.

     ...........................................................

     Encerra-se a função. Saem todos, e crescem.

     Crescem?

    Vem a noite que gera sombra. Retalha, divide, fatia, separa.

    Aqueles não são mais gente. Encerram-se em jaulas.

    São daqui, ou hindus, europeus, africanos, judeus, cristãos e ateus, feras, e fúrias, calúnias, injúrias, em constante desavença.

    Monstrengos dominantes de cruel sociedade, ilimitada maldade.

    Chicotes, ferrolhos, látegos da indiferença. Descrença.

    Luxúria, ganância, fanatismo, domínio, poder, racismo, credos, medos, crises, bombas, forja de infelizes, falsidade, traições, brutalidade, desrespeito, preconceito...

     É a miséria desfiando as infindas levas, nas trevas, a rolar em ribanceiras de ódio, dor e mentira. O Bem expira. O mal impera.

     E o ser insano apodrece inumano, sem clemência,

perdido na vala espúria do terror, indecência!.

     Vale de dores, estertores e ranger de dentes, dementes.

     Amarga expressão embola o grunhido som materno, desespero

     Na oração se imola, no praguejar se consola, destempero.

     Olhando o filho morto, mártir inútil de vulgar violência, bagaço.

     Assim o circo é um inferno.

     Assim, Deus é um palhaço.

 

            George Savalla Gomes- espírito-

 

              (Mensagem recebida em reunião pública em 4 de Outubro de 2009, pelo médium Arael Magnus, no Celest- Centro Espírita Luz na Estrada- Castanheiras –Sabará-MG) 
 

Obs. George Savalla Gomes é o nome civil do palhaço Carequinha, nascido em 1915 e desencarnado em 2006.

 


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