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A tentativa de desqualificar a sentença da juíza
Sueli Pini, que cassou pela sexta vez o diploma do
prefeito de Macapá,
Roberto Góes, com o argumento de que ela tem um filho que
é filiado a um partido de oposição, mais parece
uma confissão de culpa. Pode ser a admissão de que
nenhuma brecha técnica foi encontrada na sentença
da juíza, provocando a apelação.
 O que os advogados do prefeito devem procurar é saber se
a sentença está correta ou não. Afinal de contas,
outros juízes também decretaram a cassação
do diploma do prefeito, e nenhum deles tem o filho filiado
a um
partido político. Não demora muito a contestação
de uma sentença será baseada no namoro da filha de
um juiz com o filho de um político de oposição.
É mais fácil agir assim, que contestar as provas muitas
vezes incontestáveis que substanciam a sentença.
No caso presente, ao tentar desmoralizar a juíza Sueli
Pini,
também para desviar as atenções da denúncia
do MPE apontando desvio de 200 milhões da Secretaria de
Educação,
o grupo do poder pode estar atirando no próprio pé,
como tem feito por diversas vezes nos tempos mais
recentes.
A juíza Sueli Pini integra um grupo de magistrados
respeitáveis
que engrandecem o Judiciário do Amapá. Sua biografia
é invejável, e sua participação nas
ações que dizem respeito aos interesses da comunidade,
é amplamente conhecida. Nesse campo, é uma das fundadoras
do Movimento Luto Pela Vida, e junto com as pessoas que o
integram,
acampou nas portas das unidades de saúde, exigindo
respeito
aos cidadãos que pagam impostos, e tem negado o direito ao
atendimento de que precisam.
Foi com a participação
dela que dezenas de documentos sobre as péssimas condições
da saúde no Estado, foram produzidos e pousaram nas mesas
das autoridades da República, como um grito de alerta ou
pedido de socorro de quem mais precisa de uma saúde
decente:
os que não têm como pagar a saúde privada. Sueli
Pini é uma juíza cidadã.
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